Contradições da Atualidade

A partir de hoje, algumas vezes eu irei postar coisas com esse mesmo título, como uma série, um encadeamneto de idéias do mesmo gênero, que dizem respeito ao modo contraditório que há de ser agir nos nossos tempos.




Para hoje, teremos a primeira contradição da atualidade que me veio a tona: 
O fato de nos benzermos e o de não sabermos o porquê.

Divirtam-se.



Algumas pessoas, quando se deparam com situações em que acontece ou apenas aparece algo que não lhes é agradável, ou ao menos não lhes parece bom, ou, às vezes, é considerado algo “do mal” por elas, se benze. Fazem isso como se fosse uma forma de proteção contra algo que possa atingir-lhes que seja advindo de tal situação ou coisa.

Em contrapartida, muitas vezes, as mesmas pessoas que fazem isso passam em frente a uma igreja e se benzem (consideremos apenas as pessoas católicas para esse estudo). Aliando a concepção do motivo de se benzer que discutimos no parágrafo acima a este fato que acabei de explanar, podemos chegar à conclusão de que a igreja tem algo de mal. Mas que coisa tão nefasta tem a igreja para que nos benzamos diante dela? Se formos pensar pelo lado da igreja, na verdade, não tiraríamos esta conclusão, pois o fato de se benzer é explicado como sendo sinal de respeito à casa de Deus e pedido de bênçãos para que o todo poderoso nos ajude a vencer os obstáculos e percalços do nosso caminho a partir dali.

Porém, essa segunda concepção, provinda da igreja, nos faz voltar ao primeiro fato: Por que há quem se benza diante de situações desagradáveis? Estarão estas pessoas pedindo a bênção da coisa ruim para que as defenda de algo ainda pior? Dizer que pedem a bênção de Deus nesse momento não faz sentido, pois bênção deste tipo se pede em frente a igreja! Pode ler no parágrafo acima!

Neste mundo altamente contraditório, dizer quem está certo é muito provavelmente impossível, porém, podemos tirar nossas próprias conclusões e utilizá-las para nossas vidas. Mas se quiserem saber minha opinião, se benzer em qualquer situação boa ou má mostra uma completa falta de opinião. Já deixar de se benzer é ser radical e hipócrita (ainda consideremos apenas os católicos). O certo é escolher apenas uma das situações aqui citadas para se benzer, como eu, que me benzo apenas em frente à igreja da minha cidade natal.


Jonathan Santos